Edição teve como objetivo discutir dificuldades e debater estratégias para o atendimento e ensino adequados a pessoas com altas habilidades/superdotadas

Em alusão ao Dia Internacional da Superdotação (10 de agosto), o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) promoveu, na manhã desta segunda-feira (31/08), mais uma edição do talk show “Papo Cidadão”, com o tema “Altas Habilidades: Desafios e estratégias das Redes de Educação do Amazonas”. O objetivo do bate-papo foi discutir identificação e atendimento de pessoas com altas habilidades ou superdotação.

O encontro teve como convidadas a coordenadora do Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação do Amazonas (NAAH/S), Geysykaryny Pinheiro; a advogada e especialista em Superdotação, Gyseli Tisse; a pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Inclusiva e o Aprender na Diversidade da Universidade do Estado do Amazonas (Geiad-UEA) e vice-presidente do Conselho Brasileiro para Superdotação (ConBraSD), Andrezza Belota, e a coordenadora do Núcleo de Atendimento Municipal às Altas Habilidades/Superdotação (Namah/S), Hercilaine Oliveira.

Responsável por mediar a conversa, a procuradora de Justiça Delisa Olívia Vieiralves Ferreira reforçou que a temática é parte integrante da educação especial e demanda atenção pública qualificada, políticas contínuas e articulação institucional.

“Um grande percentual desses estudantes superdotados são invisíveis e não são reconhecidos e nem identificados, o que prejudica a questão do atendimento deles. A subnotificação é o maior entrave para o direito desses estudantes”, declarou a procuradora.

Segundo a pesquisadora Andrezza Belota, a invisibilidade das pessoas superdotadas é algo recorrente e resultado de várias questões, como visão equivocada de que são pessoas que aprendem sozinhas e têm sempre alto desempenho na escola. Ela destacou que a superdotação não envolve só inteligência acadêmica, mas habilidades gerais e específicas, que precisam ser estimuladas para o pleno desenvolvimento. “Se não há uma rede de apoio que conheça a condição e um ambiente estimulador na família ou na escola, esse potencial não se desenvolve”, comentou.

O programa foi transmitido nesta manhã, mas pode ser conferido, na íntegra, no canal do MPAM no YouTube.

 

*Fonte – MPAM