Os líderes dos países-membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) iniciam, nesta terça-feira (7), a cúpula da aliança em Ancara, na Turquia, em um encontro marcado por tensões acumuladas entre os Estados Unidos e seus aliados europeus.

A reunião coloca em pauta questões como o futuro da aliança militar, o conflito na Ucrânia e a capacidade dos países europeus de garantirem sua própria defesa com menor dependência americana.

O encontro ocorre após meses de atritos entre Donald Trump e líderes europeus, relacionados, entre outros fatores, à condução americana no conflito com o Irã, iniciado sem coordenação prévia com os aliados da Otan.

Os líderes dos países-membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) iniciam, nesta terça-feira (7), a cúpula da aliança em Ancara, na Turquia, em um encontro marcado por tensões acumuladas entre os Estados Unidos e seus aliados europeus.

A reunião coloca em pauta questões como o futuro da aliança militar, o conflito na Ucrânia e a capacidade dos países europeus de garantirem sua própria defesa com menor dependência americana.

O encontro ocorre após meses de atritos entre Donald Trump e líderes europeus, relacionados, entre outros fatores, à condução americana no conflito com o Irã, iniciado sem coordenação prévia com os aliados da Otan.

O Canadá, por sua vez, deve anunciar durante o encontro uma lista de dez países fundadores de um banco voltado ao financiamento da renovação das capacidades defensivas de nações aliadas. Na véspera da cúpula, os canadenses já haviam anunciado a compra de 12 submarinos alemães para reforçar a segurança do país no Ártico.

Para Augusto Teixeira, professor de Relações Internacionais da UFPB, a realização da cúpula na Turquia não é casual. “A ideia, ao meu ver, é uma tentativa de criar um ambiente muito favorável para que a indústria de defesa turca possa ser um importante apoio dentro do processo de rearmamento europeu”, afirmou.

Ele destacou que a cooperação com os Estados Unidos enquanto aliança militar defensiva “se encontra profundamente fraturada”, tanto do ponto de vista simbólico quanto material, especialmente no que diz respeito ao auxílio financeiro e ao suporte de meios americanos.

Ucrânia no centro das discussões

A guerra na Ucrânia também ocupa lugar central na agenda da cúpula. O presidente do país, Volodymyr Zelensky, deve participar do encontro e realizar uma reunião bilateral com Trump para tratar do conflito com a Rússia, que já se arrasta há quatro anos.

 

Fonte CNN