Alta do petróleo e do diesel, somada à seca dos rios, aumenta os custos das empresas de navegação e pode pressionar o preço das mercadorias.
Cinco meses após o início dos ataques dos Estados Unidos ao Irã, os efeitos da guerra no Oriente Médio já chegaram à planilha de custos das empresas de navegação do Amazonas e apesar da distância, o aumento no preço do petróleo e do diesel no mundo, também está pressionado os valores do transporte fluvial no estado, principal meio de abastecimento dos municípios do interior.
De acordo com o índice Brent, principal referência mundial do preço do petróleo bruto, no último mês o preço do barril acumulou alta de 23%, saltando de US$ 72 para US$ 95 no final de julho e segundo analistas, a tendência é que esse valor ultrapasse os US$ 100 com o agravamento da guerra e o fechamento dos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb (Mar Vermelho).
Para o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), com o início da guerra em fevereiro, o impacto nas contas das transportadoras foi direto, uma vez que o diesel utilizado nas balsas representa de 40% a 50% da planilha de custos dos fretes.
*Fonte – Internet


