Ventos acima de 100 quilômetros por hora provocaram mortes e transtornos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul nos últimos dias. Para especialistas em clima e meio ambiente, os episódios voltaram a expor a vulnerabilidade das cidades brasileiras diante de eventos extremos, em um momento de preocupação maior com a previsão de impactos do El Niño no segundo semestre deste ano.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão para o período inclui chuvas excessivas, secas severas e ondas de calor, a depender da região.
Para o professor de Ciências Ambientais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Pedro Torres, a resposta das cidades ainda é reativa e precisa incorporar ações de adaptação com caráter emergencial. Ele afirma que o desafio vai além dos alertas meteorológicos e passa pela construção de estruturas urbanas mais resilientes.


