Os preços do petróleo seguem em alta e voltaram a superar a marca de US$ 100 por barril, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio e pelo risco de interrupção no fornecimento global de energia.
Nesta sexta-feira (13), o barril do Brent, referência internacional, subia 0,8%, a US$ 100,30, enquanto o WTI era negociado a US$ 95,98.
Os preços chegaram a recuar levemente nesta sexta após os Estados Unidos autorizarem temporariamente a compra de petróleo russo que estava retido no mar.
O Tesouro americano concedeu uma licença de 30 dias, válida até 11 de abril, para que países possam adquirir carregamentos de petróleo e derivados russos já embarcados até quinta-feira (12). A medida busca aliviar a escassez no mercado global de energia.
Apesar desse alívio pontual, o mercado segue atento à evolução da guerra e ao risco de interrupções no fluxo de petróleo no Oriente Médio.
O aumento das tensões na região — incluindo ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo — tem elevado a volatilidade dos preços.
“As notícias estão chegando ao mercado como água de uma mangueira de incêndio, o que está impactando o preço do petróleo e, consequentemente, os mercados financeiros”, afirmou Mitch Reznick, chefe do grupo de renda fixa da Federated Hermes, em entrevista à agência Reuters.
O avanço do petróleo também reacendeu preocupações com a inflação global e levou investidores a rever expectativas sobre juros nos Estados Unidos.
Agora, o mercado projeta apenas 20 pontos-base de cortes nas taxas pelo Federal Reserve neste ano, abaixo dos 50 pontos-base esperados no mês passado.
Fonte Assessoria de Imprensa


