uma batata. Tem um sabor que remete ao milho e a crocância de uma cenoura, tudo isso com um elevado valor nutricional. Embora lembre alimentos comuns na mesa do brasileiro, o ariá é um tubérculo que desapareceu das roças, feiras e supermercados. O sumiço, no entanto, pode estar com os dias contados graças a um diferencial: pode ser cultivado em condições climáticas extremas, como a seca da Amazônia
Em meio a este cenário, um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) resgatou o alimento, que já foi muito popular na Amazônia e consumido por povos indígenas há pelo menos 9 mil anos. Juntos, eles estudam formas de reintroduzi-lo no plantio de comunidades indígenas e ribeirinhas do Amazonas.
Presente nos comércios urbanos da Amazônia até meados de 1970, o ariá foi perdendo espaço para culturas comerciais e alimentos industrializados, o que impactou também sua produção nas comunidades, especialmente em territórios indígenas.
Mestrando em Ecologia, Alexandre lidera o resgate do ariá na aldeia Nova União, na Terra Indígena Andirá-Marau, localizada no município de Barreirinha, interior do Amazonas. A iniciativa foi inspirada no projeto “Diálogos científicos multiculturais sobre a sociobiodiversidade na Amazônia com potencial bioeconômico”, do Inpa.
O ariá tem uma alta adaptabilidade ao clima quente e é resistente a adversidades climáticas, sendo apontado pelos pesquisadores como uma alternativa de cultivo durante o período da seca na Amazônia, uma vez que seu período de colheita vai de julho a setembro.
Fonte G1


