A Organização Mundial Meteorológica (OMM) afirmou nesta quarta-feira (17) que as temperaturas globais devem bater taxas recordes nos próximos cinco anos por causa dos gases que causam o efeito estufa e do fenômeno El Niño.
Segundo o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas,o relatório não significa que a humanidade estará permanentemente excedendo a marca de 1,5°C do Acordo de Paris, mas serve como um alerta de que este limite será rompido no futuro.
O relatório também aponta que o El Niño, que deve evoluir nos próximos meses, terá uma influência grande em todo esse processo e levará as temperaturas globais para “patamares desconhecidos”.
O El Niño é causado por uma desaceleração dos ventos alísios, que sopram na direção oeste perto do Equador.
Na falta de algo que transporte o calor na direção do Índico, as águas do Pacífico ficam muito expostas ao Sol, sem se moverem muito, e acabam mais quentes.
Isso ocorre depois de três anos que o planeta esteve sob influência do La Niña, que causa o efeito inverso, contribuindo para o resfriamento das temperaturas.
- O ano mais quente já registrado no mundo até agora foi 2016, quando coincidiu justamente com um forte El Niño.
Ainda segundo a ONU, o El Niño geralmente leva a uma alta das temperaturas globais no ano seguinte à sua formação. Ou seja, nesse caso, 2024.
Com tudo isso em jogo, temos uma chance de 98% de quebrar o recorde anual de temperatura global de 2016 até 2027, afirma o relatório.
Aliado a isso, os padrões de precipitação previstos para maio a setembro de 2023 a 2027, se comparados ao período 1991-2020, sugerem um aumento de chuvas no Sahel, no norte da Europa, no Alasca e no norte da Sibéria. E uma redução da estação de chuva para a Amazônia e partes da Austrália.
Fonte Internet


