O projeto Defensoria Pública Digital (DPDigital) da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) iniciou um ciclo de oficinas para ensinar pessoas da terceira idade a identificarem e se protegerem de novas técnicas no universo online conhecidas como “deepfakes”.
“Deepfake” é uma metodologia que usa inteligência artificial para trocar o rosto de pessoas e manipular vozes em vídeos, sincronizando movimentos labiais, expressões e outros detalhes para convencer alguém sobre um determinado assunto (que pode ser uma informação falsa).
As oficinas vão acontecer na Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI), na Zona Oeste de Manaus. A primeira foi realizada no último dia 5. “A Defensoria está saindo na frente, porque estamos vivendo uma nova era e a deepfake já é uma realidade. Nós precisamos mostrar para as pessoas idosas, que são hipervulneráveis, como identificar um vídeo falso para não caírem em golpes e saberem o que fazer quando estiverem diante de uma situação dessas”, explicou o coordenador do projeto, defensor público Marcelo Pinheiro.
Além do defensor, servidores da Diretoria de Tecnologia da Informação e da Comunicação da DPE-AM participaram da oficina, sendo estratégicos na construção direta do conteúdo apresentado ao público. Eles conversaram com idosos sobre como funciona a produção de vídeos com conteúdo falso, como identificá-los, e colheram experiências que poderão influenciar na construção de produtos e sistemas inclusivos da Defensoria, por exemplo.
“Nós estamos em uma época que recebemos muitos desses vídeos manipulados. Eu sempre tento alertar aos meus conhecidos sobre o risco que isso traz, e que a gente tem que procurar a informação correta. Já me envolvi em polêmicas por causa disso.




