O governo federal vai oferecer R$ 340,88 bilhões em crédito rural durante a próxima safra agrícola, que começa oficialmente na sexta-feira, 1.º de julho. O valor, anunciado nesta quarta-feira, 29, no lançamento do Plano Safra 2022/23, é 36% superior aos R$ 251,2 bilhões da safra anterior, que termina amanhã.
O maior incremento virá da oferta de crédito com taxas de juros de mercado – isto é, a modalidade mais cara para os produtores rurais –, que deve chegar a R$ 145,18 bilhões, uma alta de 69% em relação à safra anterior.
Controolados (com e sem equalização), será de R$ 195,7 bilhões, 18% a mais do que na safra 2021/22. Desse montante, R$ 115,8 bilhões terão taxas de juros equalizadas pelo Tesouro Nacional, valor 31% maior.
O ministro da Agricultura, Marcos Montes, disse que o Plano Safra busca atender a diversos segmentos do agro, “atento à responsabilidade fiscal”. “Lançamos o Plano Safra com taxas de juros inferiores à Selic, com prioridade aos pequenos produtores, armazenamento e créditos sustentáveis”, disse.
Montes também chamou atenção sobre a relevância do País para a segurança alimentar, uma “preocupação mundial”. “A safra 2022/23 é uma entrega condizente com o papel desempenhado pelo agro no País. Com o Plano Safra, poderemos cumprir a meta de produzir 300 milhões de toneladas de grãos e, assim, o Brasil será capaz de atender à demanda do mundo”, afirmou.
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