Em 1º relatório de prisão de imigrantes, Casa Branca disse que ação foi ‘apenas pequena amostra’ de ações do governo Trump fará em sua gestão. Porta-voz não especificou, no entanto, como foram feitas as deportações, processo que costuma ser demorado.

O governo de Donald Trump iniciou nesta semana a primeira leva de prisões e deportações de imigrantes ilegais. “Centenas” de pessoas foram deportadas desde que Trump iniciou sua gestão, na segunda-feira (20). Em uma série de operações na noite de quinta-feira (23), autoridades prenderam 538 pessoas, segundo relatório divulgado pela Casa Branca.

As medidas são parte do cerco a imigrantes que o novo presidente dos EUA prometeu fazer ao tomar posse, na segunda-feira (20).

As prisões foram feitas por agentes de imigração em diferentes estados. A nova porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que os presos eram “imigrantes ilegais criminosos”, mas não deu detalhes sobre os deportados.

Leavitt afirmou que as deportações foram feitas com aviões militares dos EUA. Ela não especificou a nacionalidade dos deportados e nem para onde os voos se destinavam. Segundo a Fox News, um dos aviões teve como destino a Guatemala.

Já a Polícia Federal do Brasil disse que um voo com 158 deportados chegará nesta noite a Belo Horizonte vindo dos Estados Unidos. Ao g1, o Itamaraty afirmou que, desses, 88 são brasileiros — é possível que o restante sejam latino-americanos de outras nacionalidades, mas nem as autoridades norte-americanas nem as brasileiras deram detalhes sobre os passageiros.

Leavitt afirmou que as deportações foram feitas com aviões militares dos EUA. Ela não especificou a nacionalidade dos deportados e nem para onde os voos se destinavam. Segundo a Fox News, um dos aviões teve como destino a Guatemala.

A porta-voz da Casa Branca também não disse se os deportados já estavam presos — normalmente cidadãos estrangeiros são deportados nos EUA após cometerem algum crime e estando no país de forma irregular. Mesmo assim, as pessoas podem recorrer à Justiça do país a pedidos de deportação.

“A maior operação de deportação em massa da história está em andamento. Promessas feitas. Promessas cumpridas”.

Condenação de imigrantes não justifica deportação

A condenação de imigrantes ilegais não necessariamente justifica, pela lei, a deportação deles, apenas a detenção. A devolução de imigrantes aos países de origem depende de três aspectos:

  • gravidade do crime;
  • pedido de extradição do país de origem;
  • recusa de pedido de asilo ou refúgio pelos EUA.

Mesmo sob a gestão do ex-presidente Joe Biden, os EUA deportaram milhões de pessoas. No entanto, Trump prometeu acelerar esse processo e deportar todos os cerca de 11 milhões de imigrantes que residem nos EUA de forma ilegal.

Essa mudança significa dizer que os agentes podem devolver para o território mexicano indivíduos que acabaram de entrar, o que é proibido por leis internacionais. Essa mudança pode ter acelerado o processo de deportação iniciado nesta semana.

O processo de deportação costuma ser demorado e envolve a existência prévia de acordos bilaterais ou negociações com o país de origem dos imigrantes.

 

A condenação de imigrantes ilegais não necessariamente justifica, pela lei, a deportação deles, apenas a detenção. A devolução de imigrantes aos países de origem depende de três aspectos: