O Rio Negro voltou a subir em Manaus após registrar a maior seca dos últimos 121 anos. O período de estiagem tinha mudado o cenário no estado do Amazonas, isolado comunidades e fechado escolas na área rural da capital amazonense.
Agora, a cheia reaqueceu setores da economia que dependem de atividades como transporte fluvial e turismo. Os principais rios do Amazonas já voltaram a subir e seguem apresentando níveis dentro da normalidade para o período, conforme o Serviço Geológico do Brasil (SGB).
Apesar da melhora no nível do rio Negro e de outros rios do Amazonas, a situação no estado ainda não está totalmente normalizada, e os 62 municípios do estado ainda estão em situação de emergência por conta da seca
Para quem depende do rio para viver, como o marinheiro Misael Oliveira, de 36 anos, que trabalha na Marina do Davi, na Zona Oeste de Manaus, a situação melhorou, mas a movimentação de clientes ainda é tímida.
No Lago do Puraquequara, na Zona Leste da capital, os visitantes voltaram a frequentar os estabelecimentos flutuantes, mas a vegetação que cresceu na seca agora cobre as águas, formando uma camada de capim que dificulta o acesso.
No Lago Tefé, no interior do estado, onde mais de 200 botos morreram – um dos símbolos da crise que o Amazonas enfrentou na seca -, o cenário agora é de normalidade. No entanto, a causa da morte dos animais ainda segue sendo investigada, informou o Instituto Mamirauá.
Fonte Assessoria de Imprensa


