Ainda não deve ser este ano que o varejo nacional vai conseguir ultrapassar o resultado de vendas obtido em 2019, no período pré-pandemia de covid-19. No entanto, o desempenho fraco da Black Friday deve representar um fôlego extra nas vendas de fim de ano. Um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projetou um crescimento real (descontada a inflação) de 1,2% neste natal de 2022.
Caso a projeção seja confirmada, esse deve ser o primeiro Natal desde 2019 em que o setor terá um crescimento real, movimentando aproximadamente R$ 65 bilhões na data.
Neste ano, o varejo virtual teve uma queda expressiva nas vendas no dia mais importante da Black Friday, que este ano caiu em 25 de novembro. O desempenho negativo ficou claro nos números das pesquisas de consumo da Neotrust e da NielsesIQ, em parceria com a Bexs Pay, que mostraram uma queda de 28% e 23% no faturamento da data de descontos, na comparação com 2021.
Poucas ofertas
Efeitos como Copa do Mundo e a falta de promoções na Black Friday podem animar o comércio nas próximas semanas. Especialista em varejo da Strong Business School (SBS), Ulysses Reis explica que, desde que a Black Friday foi introduzida no calendário do varejo nacional, os brasileiros passaram a antecipar as suas compras de natal no fim de novembro.
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