O pão francês teve uma inflação acumulada em 12 meses, até abril deste ano, de 13,09% – um pouco acima do aumento geral dos preços, já que o IPCA acumulado no período é de 12,13%.

Em comparação com o mesmo período de 2021, a inflação do principal item do café da manhã era de 6,96%.

No fim de março, o Estadão mostrou que o preço do quilo do pão oscila entre R$ 12 e R$ 22. Nesta terça-feira, 31, uma usuária do Twitter viralizou ao “descobrir” que o pão francês já foi vendido por unidade, e não por peso. “Sou de uma geração diferente.”

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) determinou na Portaria 3 de 1997 que o pão deveria ser comercializado a peso ou deveria ter um peso nominal definido – que variava de 50g a 1 quilo.

Anos depois, em 2006, o Inmetro publicou outra portaria definindo que a comercialização do pão francês só poderia ser feita por quilo.

 então presidente da Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (Abip), Alexandre Pereira, saiu em defesa da mudança. Para ele, a nova regra vinha em benefício do consumidor, pois ele “está pagando o que leva”.

Na venda por unidade, a lei exigia que todos os pães pesassem 50 gramas, o que, segundo ele, não acontecia. “Nas periferias dos grandes centros, as padarias estavam vendendo pães de 30 a 35 gramas a um preço mais barato, dando a falsa impressão de ter melhores preços. Com a mudança, se o pão for mais pesado, o consumidor paga mais, e vice-versa.”

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