A Olimpíada de Tóquio terminou e deixou várias novas histórias marcantes. Foram os Jogos Olímpicos de estreia de modalidades como skate e surfe, que aproximaram os públicos mais jovens e velhos, de campanhas históricas de países como Brasil e Japão, e da disputa mais equilibrada pelo primeiro lugar no quadro de medalhas. Foi também o evento da união, diversidade e inclusão social, composto pela primeira vez com quase 50% das mulheres.

Em casa, o Japão registrou a melhor campanha da sua história em Jogos Olímpicos pela segunda edição consecutiva. Na Rio-2016, os japoneses conquistaram 41 medalhas. Já em Tóquio, saltaram para 58 e quebraram o recorde de douradas: 27. Anteriormente, a melhor marca foi de 16, na Olimpíada de 1964, também na própria capital, e em Atenas-2004.

ESTADOS UNIDOS NO TOPO

A dinastia estadunidense foi mantida nos Jogos Olímpicos. Os Estados Unidos foram o país que mais conquistou medalhas em Tóquio: 113. Ao todo, foram 39 ouros, apenas um a mais que a China – a menor diferença desde 1912. Os estadunidenses já estiveram no topo em outras 17 edições e continuam transformando o investimento no esporte em resultado.

O balanço norte-americano é puxado por feitos históricos em algumas modalidades e resultados abaixo do esperado em outras. O país conquistou sua primeira medalha dourada no vôlei feminino, depois de somar três pratas, sendo duas recentemente em Pequim e Londres. Coincidentemente, os vice campeonato nesses dois Jogos foram para a Seleção Brasileira, equipe que as atletas estadunidenses superaram na final em Tóquio.

Os resultados aquém do esperado vieram principalmente do atletismo e da ginástica. Na primeira modalidade, os EUA ficaram fora da final do revezamento 4x100m masculino pela primeira vez, gerando críticas de Carl Lewis, que ganhou dez medalhas olímpicas, sendo nove de ouro, no atletismo entre os anos 80 e 90. Carl dominava os 100m e 200m rasos, além do salto em distância, sendo dono dos recordes por décadas.

Já na ginástica o desempenho inferior veio acompanhado de um tema sério e de suma importância dentro do esporte. Simone Biles, principal nome da modalidade e que somou quatro ouros e um bronze na Rio-2016, desistiu da participação em alguns aparelhos para cuidar de sua saúde mental, prejudicada muito por conta da expectativa criada sobre ela.

Na natação, esporte em que o país já contou com o astro Michael Phelps – atleta com mais medalhas na história dos Jogos Olímpicos -, a estadunidense Katie Ledecky teve seu reinado ameaçado pela australiana Ariarne Titmus, que a superou nas provas dos 200m e 400m livre. Porém, em outras provas Ledecky foi a vencedora, como no estreante 1500m livre.

Com as 113 em Tóquio-2020, os Estados Unidos chegaram a impressionantes 2.636 medalhas em 28 edições de Olimpíadas, o que representa uma média de 94.1 subidas ao pódio em casa uma delas.

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