O Banco Central detalhou sua estratégia para levar o Pix a outros países além do Brasil, mostra o relatório de gestão do sistema de pagamentos instantâneos divulgado nesta segunda-feira, 10. O documento também apresenta outras medidas que a autarquia pretende adotar nos próximos anos para reforçar a segurança do Pix e reduzir fraudes.
Segundo o relatório, o BC avalia interligar o Pix a sistemas de pagamentos instantâneos de outras jurisdições. De acordo com a autarquia, estão em discussão tanto conexões bilaterais quanto a participação em hubs multilaterais.
“Essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos”, afirma o Banco Central.
Na avaliação da autoridade monetária, a interligação de sistemas de pagamentos instantâneos tem potencial para reduzir tarifas, aumentar a velocidade das operações, ampliar o acesso e melhorar a transparência das transações transfronteiriças.
O BC também afirma que acompanha os diferentes modelos de pagamentos internacionais que vêm sendo implementados por agentes privados em parceria com instituições de outros países. “Essas medidas já estão viabilizando o uso do Pix por brasileiros em outros países e o uso do Pix no Brasil por não residentes a partir dos aplicativos de instituições estrangeiras”, afirma a autarquia.
Banco Central prepara novas medidas contra fraudes.
Em relação à segurança, o Banco Central afirma que pretende aperfeiçoar as funcionalidades existentes, facilitar a atuação das instituições participantes do Pix e, principalmente, aumentar a capacidade de prevenção de fraudes e golpes.
Entre as medidas previstas está a criação de critérios objetivos mínimos para identificar transações com suspeita ou fundada suspeita de fraude. O BC também pretende desenvolver um indicador de probabilidade de fraude no Pix.
A ferramenta será baseada nas informações disponíveis no Banco Central sobre marcações de fraude e no histórico de todas as transações realizadas no sistema. O objetivo é criar um indicador capaz de apontar, em tempo real, a probabilidade de uma determinada operação ser fraudulenta.
O indicador será calculado de forma centralizada pelo BC para todas as transações e terá como base um modelo de machine learning. A ferramenta deverá ser disponibilizada às instituições participantes para alimentar seus próprios sistemas antifraude.
“Continuará sendo responsabilidade de cada instituição decidir pela autorização ou pela rejeição de cada transação”, conclui o Banco Central.
*Fonte – VEJA


