Ospreços globais do petróleo subiram para o nível mais alto em um mês nesta terça-feira (14), enquanto os Estados Unidos lançavam ataques contra o Irã e o tráfego pelo Estreito de Ormuz diminuía.
No entanto, os ganhos foram limitados pela decisão do governo americano de cancelar a cobrança de um pedágio no Estreito de Ormuz. No radar, a expectativa por acordos dos EUA com o Iraque para a commodity, além do índice de preços ao consumidor (CPI) melhor que o esperado.
O petróleoBrent, referência global, fechou com alta de 1,72%, para US$ 84,73 o barril.
A commodity operou com volatilidade, avançando fortemente nas primeiras horas da manhã, mas chegando a cair próximo a estabilidade no começo da tarde após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de substituir a cobrança da taxa de 20% das embarcações no Estreito de Ormuz por acordos comerciais.
No entanto, os preços recuperaram parte dos ganhos, voltando a avançar.
Disputa impacta logística
Segundo os dados mais recentes da Kpler, empresa que monitora o tráfego marítimo, apenas dez embarcações comerciais, nenhuma transportando petróleo bruto, puderam ser rastreadas transitando pelo Estreito de Ormuz ontem, horário local.
Um quinto do abastecimento mundial de petróleo transita pelo Estreito de Ormuz, e seu fechamento efetivo durante a guerra no Oriente Médio fez com que os preços disparassem devido às expectativas de uma escassez global sem precedentes.
No entanto, os compradores estão encontrando soluções alternativas para a escassez de oferta, limitando, por ora, novos aumentos de preço. Os principais consumidores de petróleo bruto têm recorrido a estoques de emergência, ao mesmo tempo que compram mais energia dos EUA, o maior produtor mundial de petróleo e gás natural.
A China está exportando níveis recordes de tecnologia de energia limpa, à medida que os países buscam reduzir a dependência de combustíveis fósseis após o conflito no Irã. As importações chinesas de petróleo bruto em junho caíram 41,3% em relação ao ano anterior, segundo dados alfandegários divulgados nesta terça.
Os países do Golfo estão estudando a possibilidade de construir rapidamente oleodutos para evitar o Estreito de Ormuz, que, segundo previsões de analistas do Goldman Sachs, poderá substituir cerca de metade das exportações do Golfo em relação ao período anterior à guerra até o final de 2027.
Fonte Assessoria de Imprensa


