Alta dos preços das passagens aéreas, medida pelo IPCA, segue em ritmo acelerado em comparação aos preços das passagens de ônibus, segundo o IRCB

São Paulo, 13 de julho de 2026 — Enquanto o preço das passagens aéreas dispara, o transporte rodoviário segue como a opção que mais preserva o bolso do viajante brasileiro. É o que mostra o Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB), calculado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe): no acumulado de janeiro a junho de 2026, as passagens de ônibus subiram 6,3% em relação ao primeiro semestre de 2025, contra uma alta de 23,1% nas passagens aéreas isto é, quase quatro vezes mais que o resultado do IRCB para o mesmo período. A diferença se amplia ainda mais quando a comparação é feita entre junho de 2026 e junho de 2025: o rodoviário avançou 7,0%, enquanto o aéreo subiu 52,4%. Na prática, isso significa que a variação da passagem aérea ficou, proporcionalmente, cerca de 7,5 vezes mais cara do que a rodoviária no intervalo de um ano.
O contraste não é um fenômeno pontual de um único mês; ele se repete em todas as janelas de comparação disponíveis no índice. Na série histórica completa, iniciada em dezembro de 2017, o IRCB acumula alta de 59,8%, ainda distante dos 80,9% de avanço das passagens aéreas no mesmo intervalo, com base no IPCA. O rodoviário também segue próximo da inflação geral do país: os 7,0% de variação entre junho/26 e junho/25 do IRCB comparam-se aos 4,6% do IPCA cheio, uma diferença bem menor do que a observada no mercado aéreo.

Estrada longa, conta mais leve: interestadual x intermunicipal

O monitoramento da ClickBus e da Fipe aponta que cruzar as fronteiras estaduais demandou um ajuste ligeiramente maior do passageiro. O segmento interestadual puxou a alta consolidada do semestre, com variação de 7,6%, ficando à frente do transporte intermunicipal, que variou 5,9%. O mesmo padrão repete-se no acumulado de 12 meses: alta de 6,2% no interestadual contra 5,7% no intermunicipal.
Do convencional ao leito-cama: o preço do conforto sobe em ritmos diferentes

Entre as classes de serviço oferecidas pelas empresas de ônibus, quem buscou o conforto máximo sentiu o maior impacto no bolso no primeiro semestre de 2026: a categoria Cama liderou as altas (+8,8%). O comportamento das tarifas por classe de serviço no acumulado de janeiro a junho configurou-se da seguinte forma:

  • Cama: +8,8%
  • Convencional: +6,9%
  • Semileito: +6,2%
  • Leito: +6,0%
  • Executivo: +4,4% (menor variação do período)

No balanço dos últimos 12 meses, no entanto, a liderança de aumentos inverte-se, sendo ocupada pela classe Convencional (+6,5%), seguida por Leito (+6,1%) e Cama (+5,6%).

A curta distância na liderança dos preços
As viagens de curta distância, em geral associadas a deslocamentos regionais e ao cotidiano do passageiro, concentram a maior alta do semestre, com variação de 10,1%, padrão que se mantém também nos últimos 12 meses (+9%). Em seguida vêm média-longa distância (+7,0%), média-curta (+6,6%) e longa distância (+5,9%). As viagens de média distância tiveram a menor alta do período, com +4,1%.

Vale destacar que as viagens de longa distância, justamente as que mais concorrem com o transporte aéreo, foram o único grupo a registrar queda na comparação dezembro-junho (-5,8%), apesar de figurarem entre as menores altas do semestre.

Mapa regional: Centro-Oeste lidera altas, mas Sul dá sinais de forte aceleração

No mapeamento regional do primeiro semestre, o Centro-Oeste lidera as altas, com variação de 10,2%, posição que também ocupa na comparação com junho de 2025 (+9,7%) e no acumulado de 12 meses (+9,3%). Na sequência aparecem Sudeste (+8,2%), Nordeste (+4,4%) e Norte (+3,9%). O Sul apresentou a variação mais contida entre as cinco regiões, tanto no semestre (+1,9%) quanto no acumulado anual (+2,5%), mas, é a região com maior aceleração recente (+7,2%) entre dezembro e junho), enquanto Centro-Oeste (-7,4%) e Norte (-6,0%) recuam no mesmo intervalo.

O aumento do diesel não chegou integralmente à passagem
Um dado do próprio informe ajuda a contextualizar a moderação do IRCB: o preço do diesel, insumo essencial da operação rodoviária, subiu 8,5% no acumulado do primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o IRCB nacional avançou 6,3% na mesma base comparativa. A diferença entre as altas do principal insumo do setor de transporte de passageiros e dos preços das passagens sugere que parte da pressão de custos não tem sido integralmente transferida para o preço da passagem, um contraponto à leitura de que o rodoviário simplesmente segue mantendo os custos de operação.

Retrato de junho: pequena recomposição depois da pausa

Na leitura mais recente, o IRCB Nacional subiu 1,1% em junho ante maio, recompondo parte da queda registrada no mês anterior (-1,5%). Entre maio e junho de 2026, os preços das passagens interestaduais avançaram 2,3%, enquanto o intermunicipal apresentou alta mais moderada, de 0,7%.
Na abertura por distância, apenas as viagens de curta distância recuaram no mês (-0,7%). As demais faixas registraram alta: Média-curta (+0,6%), Média (+0,8%), Média-longa (+2,2%) e Longa (+1,9%).
Na leitura regional, o Nordeste liderou a variação mensal (+3,0%), seguido de Centro-Oeste (+1,7%) e Sudeste (+0,4%), enquanto Norte e Sul tiveram as menores altas (+0,3% cada).

No último mês, todas as classes apresentaram alta nas respectivas séries, com destaque para: semileito (+2,2%), leito (+2,1%) e executivo (+1,7%), enquanto cama (+0,6%) e convencional (+0,5%) tiveram variações mais moderadas.

Sobre o IRCB
O Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB) é calculado mensalmente pela Fipe com base em dados de passagens comercializadas na plataforma da ClickBus. A metodologia emprega índice hedônico com controle de atributos qualitativos das viagens, garantindo que as variações refletem, de fato, a evolução dos preços e não mudanças no perfil das passagens vendidas. As séries históricas estão disponíveis desde dezembro de 2017.

Mais informações: www.clickbus.com.br/ircb
Sobre a ClickBus

A ClickBus é a plataforma líder em venda de passagens de ônibus online no Brasil. Desde 2013, a empresa traz soluções de tecnologia para viajantes, viações e parceiros, e atende mais de 300 mil rotas. Por meio de mais de 300 viações, a ClickBus já registrou mais de 62 milhões de bilhetes emitidos. Além das plataformas proprietárias, a empresa opera a tecnologia de mais de 85 viações de ônibus e 50 terminais rodoviários. A ClickBus é tetracampeã do Prêmio Reclame Aqui e chancelada pelos selos Innovative Workplaces Brasil 2025 (da MIT Technology Review), RA1000 (excelência máxima no atendimento) e Great Place to Work 2025.

*Fonte – Assessoria de Imprensa