RIO Carnaval 2027 – Baluarte morreu em 2021 e inspirará desfile que marca o retorno do carnavalesco Paulo Barros à escola.
Maior campeã do carnaval, com 22 títulos, a Portela anunciou nesta quarta-feira que atualizou sua marca para a folia de 2027. Sua tradicional águia ganhou um adorno: um chapéu panamá. Esta é uma homenagem ao seu ilustre baluarte Monarco (1933-2021), enredo da escola no ano que vem.
A atualização foi desenvolvida a partir de ideia de Gabi Carneiro e Gil Lira, integrantes da equipe de comunicação da escola. A versão final foi construída em diálogo com a Direção de Carnaval e incorpora elementos da identidade visual do enredo que será desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros, reforço para Portela, que, no ano que vem, ccompletará dez anos desde seu último título.
Em 2017, encerrando um jejum de mais de 30 anos, foi Paulo Barros quem assinou o desfile campeão da azul e branca de Madureira.
A comunicação da Portela é construída de forma coletiva, com uma gestão de carnaval e presidência que valorizam nosso departamento — observa Pedro Henrique Leite, coordenador de comunicação da Portela. — Nosso objetivo comum é fazer a marca dialogar com este novo momento da Portela, sem perder a força, a história e o protagonismo que ela carrega.
Hildemar Diniz ficou conhecido por um apelido de infância, que ganhou quando ainda vivia em Nova Iguaçu. Filho do marceneiro e poeta José Felipe Diniz, chegou a ajudar a mãe, separada, nas despesas da casa, vendendo mangas na feira da cidade da Baixada Fluminense. A homenagem tem o título “Ao mestre, com carinho” e foi escolhida pelo carnavalesco Paulo Barros.
Aos 10 anos, o carioca do bairro de Cavalcanti voltou a morar no Rio, desta vez em Oswaldo Cruz, onde passou a frequentar as rodas de samba. Ali conheceu bambas como Paulo da Portela, fundador da Azul e Branco, de quem se tornou discípulo. Na década de 1950, ingressou na Ala de Compositores da escola, levado por Alcides Malandro Histórico, de quem se tornou parceiro. Cavaquinista e percussionista, também foi diretor de harmonia.
Na década de 1960, chegou a trocar a Portela pela Unidos de Jacarezinho (que o homenageou em 2005 com o enredo “Monarco; Voz e memória do samba, um passado de glória”), mas retornou à Portela em 1969. Em 1970, gravou, junto à Velha-Guarda da Portela , o disco “Portela passado de glória”, produzido por Paulinho da Viola.
Monarco é autor de alguns de sambas clássicos que exaltam a escola, como “Passado de glória”, um dos “esquentas” obrigatórios da Portela antes de entrar na Avenida. O primeiro disco solo veio em 1976, com temas como “O quitandeiro” (com Paulo da Portela) e “Lenço” (com Francisco Santana). Outros de seus sucessos são “Triste desventura”, “Vai vadiar” e “Coração em desalinho”, essas duas últimas se tornaram grandes sucessos na voz do também portelense Zeca Pagodinho.
Entre “Portela Passado de Glória”, de 1970, e “Monarco de todos os tempos”, de 2018, o compositor lançou 16 discos em sua carreira.
*Assessoria de Imprensa



