O período que antecede a Páscoa influencia costumes religiosos, culturais e alimentares em diferentes partes do mundo, propondo simplicidade, reflexão e mudanças no consumo
Todo Carnaval tem seu fim. A festa mais popular do Brasil se despede hoje, 18 de fevereiro, e dá início a um dos períodos mais significativos do calendário cristão: a Quaresma. Vivida ao longo de cerca de quarenta dias, ela começa todos os anos na Quarta-feira de Cinzas e se estende até a Quinta-feira Santa, sendo tradicionalmente marcada, entre os católicos, por práticas de oração, jejum e caridade.
Se você parar para contar diretamente no calendário, perceberá que o intervalo totaliza mais dias. No entanto, para a Igreja, os domingos não entram nessa conta, já que são considerados celebrações da ressurreição. Por isso, mantêm-se os quarenta dias que dão nome e sentido à Quaresma, mesmo que seja aproximado.
O que é a quaresma?
O número quarenta carrega forte simbolismo bíblico: representa tempo de prova, preparação e amadurecimento. Segundo a tradição cristã, foi durante quarenta dias que Jesus permaneceu no deserto em oração e jejum. Inspirados nesse exemplo, os fiéis são chamados a viver esse período com maior consciência de suas escolhas, atitudes e responsabilidades.
Mais do que um conjunto de regras religiosas, a Quaresma é entendida como um convite à conversão pessoal e à renovação espiritual para os católicos. Ao contrário do que muita gente acredita, ela não funciona como um sistema rígido de obrigações diárias, assim como no período do Ramadã para os muçulmanos, por exemplo, com fortes restrições sobre o que, e quando, se pode comer e beber.


