Após as festas de fim de ano, enquanto milhões de pessoas ao redor do mundo retomam sua rotina com uma xícara de café ou chá — as bebidas mais consumidas globalmente depois da água —, um estudo inédito traz notícias surpreendentes sobre esses hábitos cotidianos.
Conduzido por cientistas da Universidade Flinders, na Austrália, o trabalho acompanhou, repetidamente, tanto o consumo das bebidas quanto a densidade mineral óssea ao longo de 10 anos — o que representa uma abordagem metodológica nunca antes realizada.
Esse acompanhamento define o diferencial do trabalho. Enquanto estudos anteriores relacionavam o consumo de café e chá com a densidade óssea em apenas um momento, a investigação atual utilizou dados do Study of Osteoporotic Fractures (SOF) para monitorar 9.704 mulheres com 65 anos ou mais.
Nessa análise secundária de dados, os autores Ryan Yan Liu e Enwu Liu analisaram as mudanças na densidade mineral do quadril e do colo do fêmur ao longo de uma década, cruzando essas informações com os hábitos de consumo das participantes. Vale ressaltar que os pesquisadores analisaram apenas o chá tradicional (preto ou verde, derivados da planta Camellia sinensis).


