Portaria publicada nesta terça-feira (21) no Diário Oficial da União prevê a oferta da edaravona para adultos com esclerose lateral amiotrófica em estágios iniciais

O Ministério da Saúde oficializou a incorporação da edaravona ao SUS (Sistema Único de Saúde) para o tratamento de adultos com ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) em estágios iniciais da doença. A decisão foi publicada na edição desta terça-feira (21) do Diário Oficial da União (DOU) e beneficia pacientes classificados nos graus 1 ou 2 da doença, com duração dos sintomas igual ou inferior a dois anos.

Segundo a Portaria SCTIE/MS nº 40, de 20 de julho de 2026, a oferta do medicamento deverá ser efetivada em até 180 dias pelas áreas técnicas responsáveis do Ministério da Saúde. A medida entra em vigor imediatamente, mas a disponibilização aos pacientes dependerá da implementação da incorporação na rede pública.

A decisão foi tomada após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), responsável por avaliar evidências científicas, eficácia, segurança e custo-benefício de novas tecnologias antes de sua inclusão na rede pública.

edaravona é um medicamento utilizado para retardar a progressão da ELA em pacientes nas fases iniciais da doença. Ela atua reduzindo o estresse oxidativo, um dos mecanismos envolvidos na degeneração dos neurônios motores. Embora não represente uma cura, o tratamento busca preservar por mais tempo a capacidade funcional dos pacientes e retardar a perda dos movimentos.

O que é a ELA

esclerose lateral amiotrófica é uma doença neurodegenerativa rara, progressiva e sem cura que afeta os neurônios responsáveis pelo controle dos movimentos voluntários. Com a degeneração dessas células, o paciente perde gradualmente a força muscular, podendo apresentar dificuldades para caminhar, falar, engolir e respirar.

A doença costuma surgir entre os 55 e 75 anos de idade e, em cerca de 90% dos casos, ocorre de forma esporádica, sem histórico familiar. Uma parcela menor está relacionada a fatores genéticos.

Apesar de comprometer progressivamente a capacidade motora, a ELA normalmente não afeta a inteligência, a memória, a visão, a audição nem a sensibilidade ao toque.

 

 

*Fonte – CNN