Iniciativa voltada ao acolhimento e à orientação de pessoas envolvidas em casos de violência doméstica disputa a 23.ª edição da premiação, considerada uma das mais importantes do Judiciário brasileiro.

O “Projeto Maria Acolhe”, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), por meio das equipes multidisciplinares dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Juizados Maria da Penha), recebeu na manhã desta quarta-feira (8/7) a visita técnica do consultor especial do Instituto Innovare, etapa que integra o processo de avaliação das práticas que tiveram a inscrição aprovada para concorrer à edição 2026 do prêmio.

A visita tem como objetivo conhecer de perto o funcionamento da prática inscrita, além de reunir evidências de seus resultados por meio de reuniões com os responsáveis pelo projeto, análise de documentos e relatos de pessoas beneficiadas pela iniciativa.

O relatório elaborado pelo consultor será encaminhado à Comissão Julgadora e servirá como subsídio para a avaliação final dos projetos. Os vencedores da 23.ª edição do Prêmio Innovare serão anunciados em cerimônia prevista para o mês de dezembro de 2026.

Justiça e acolhimento

Criado no segundo semestre de 2015, o projeto foi idealizado pela assistente social Cyntia Ribeiro Bezerra, que atua na equipe multidisciplinar do 2.° e 5.º Juizados Especializados no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Manaus, a partir da necessidade de tornar mais humanizado e eficiente o atendimento prestado às vítimas de violência doméstica atendidas nos Juizados Maria da Penha, transformando o acolhimento coletivo em uma ferramenta de orientação, triagem e fortalecimento do acesso à Justiça.

Atualmente, o projeto está vinculado à Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid/TJAM), integra o eixo “Justiça e Acolhimento”. As palestras do Maria Acolhe ocorrem no auditório da Coordenadoria Psicossocial Judiciária, localizada no Fórum Henoch Reis, todas as quartas e são direcionadas tanto às mulheres em situação de violência (requerentes) quanto aos autores da violência (requeridos), promovendo espaços de escuta, reflexão, orientação e prevenção da reincidência.

Em 2025 o projeto completou dez anos de atuação e contabilizou um total de 18.457 atendimentos realizados pelos seis Juizados Especializados de Violência Doméstica de Manaus. Desse total, 7.996 atendimentos foram registrados no 1.º e 4.º Juizados; 8.357 no 2.º e 5.º Juizados; e 2.104 no 3.º e 6.º Juizados, implantado em 2018.

 

Fique por dentro

Considerado uma das mais importantes premiações jurídicas do país, o Prêmio Innovare tem como objetivo identificar, divulgar e disseminar práticas que contribuam para o aprimoramento da Justiça brasileira. Em sua 23.ª edição, a premiação recebeu número recorde de inscrições, com **807 iniciativas deferidas** para participar da seleção.

Nesta etapa, os projetos classificados recebem a visita de um consultor técnico designado pelo Instituto Innovare, responsável por conhecer presencialmente o funcionamento da prática, reunir informações e elaborar um relatório que será encaminhado à Comissão Julgadora. O consultor não participa da escolha dos vencedores, atuando exclusivamente na produção do relatório técnico.

A Comissão Julgadora é formada por ministros dos tribunais superiores, desembargadores, juízes, membros do Ministério Público, da Defensoria Pública, da advocacia e outros profissionais do sistema de Justiça. As práticas concorrem nas categorias Tribunal, CNJ, Juiz, Ministério Público, Defensoria Pública, Advocacia e Justiça e Cidadania.

Além do “Projeto Maria Acolhe”, outra iniciativa do TJAM que teve a inscrição deferida no Prêmio Innovare 2026 foi o Núcleo de Expedição de Precatórios (Nuep/TJAM), que tmbém recebeu a visita técnica do consultor especial da premiação nesta semana.

 

 

#PraTodosVerem: A imagem registra a palestra do “Maria Acolhe” realizada nesta quarta-feira com a presença do consultor especial do Prêmio Innovare, Júlio Souza, que aparece sentado, próximo à parede, acompanhando a atividade. Em primeiro plano, a assistente social Cyntia Ribeiro está em pé, conduzindo a apresentação, ao lado de uma mesa de madeira (sobre a qual há documentos impressos, uma caneta e materiais de apoio utilizados durante a atividade). Ela veste uma blusa preta de mangas curtas e calça em tom bege. À direita da imagem, uma projeção exibe um slide sobre a Lei Maria da Penha.

 

 

*Fonte – ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL | TJAM