Milhares de cubanos se reuniram nesta sexta-feira (22) diante da embaixada dos Estados Unidos em Havana para protestar contra a decisão de Washington de indiciar o ex-líder Raúl Castro pela derrubada de dois aviões civis há 30 anos.

A manifestação pró-governo, que começou logo após o amanhecer na orla de Havana, ocorre em um momento em que autoridades cubanas se uniram esta semana em apoio ao ex-presidente e herói revolucionário da ilha.

Cuba diz que o indiciamento de Castro por acusações de assassinato na quarta-feira (20) foi baseado em alegações “espúrias” destinadas a servir de pretexto para invadir a nação em meio a um esforço do governo Trump para derrubar o governo da ilha.

As acusações se referem a um caso de 1996, quando duas aeronaves civis pertencentes à organização de exilados cubano-americanos Irmãos ao Resgate foram abatidas.

Raúl Castro, que era ministro da Defesa na época, é acusado de ter ordenado o ataque, que matou quatro homens, incluindo três cidadãos americanos.

Ele é acusado de conspiração para matar cidadãos americanos, destruição de uma aeronave e homicídio. Há outros réus indiciados.

O presidente cubano Miguel Díaz-Canel e o primeiro-ministro Manuel Marrero compareceram ao protesto, mas Castro, de 94 anos, não.