Milhões de iranianos perderam seus empregos e estão sendo empurrados para a pobreza em meio à guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, que completa dois meses nesta terça-feira (28).
Poucos setores escaparam ilesos. Entre os novos desempregados estão trabalhadores de refinarias e da indústria têxtil, caminhoneiros, comissários de bordo e jornalistas.
Milhões de iranianos perderam seus empregos e estão sendo empurrados para a pobreza em meio à guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, que completa dois meses nesta terça-feira (28).
Poucos setores escaparam ilesos. Entre os novos desempregados estão trabalhadores de refinarias e da indústria têxtil, caminhoneiros, comissários de bordo e jornalistas.
Os danos físicos causados por milhares de ataques aéreos provocaram deslocamentos em massa, segundo o PNUD. Mais de 23 mil fábricas e empresas foram atingidas, informou o portal de notícias EcoIran.
Isso custou um milhão de empregos diretamente, afirma o vice-ministro do Trabalho e da Segurança Social do Irã, Gholamhossein Mohammadi. E o efeito indireto deixou mais um milhão de pessoas desempregadas, estima a publicação iraniana Etemad Online.
A interrupção do transporte marítimo e, consequentemente, das importações, também afetou a já frágil economia de Teerã, “colocando 50% dos empregos iranianos em risco e empurrando outros 5% da população para a pobreza”, segundo Hadi Kahalzadeh, do Quincy Institute, um centro de estudos de política externa.
Dados oficiais mostram um aumento repentino no número de solicitações de seguro-desemprego – 147 mil nos últimos dois meses, cerca de três vezes mais do que no ano passado.
A taxa de inflação anual em março atingiu 72%, mas foi muito maior para bens essenciais, de acordo com dados oficiais.
Os ataques aéreos israelenses do mês passado contra enormes complexos petroquímicos deixaram milhares de trabalhadores em licença não remunerada.
As maiores siderúrgicas do Irã também foram atingidas, mas duas delas – a Siderúrgica Mobarakeh e a Siderúrgica Khuzestan – negam ter demitido funcionários.
Ainda assim, os enormes prejuízos causados à indústria pesada estão se espalhando por toda a economia. A fabricante de reboques Maral Sanat, com sede perto da fronteira com o Azerbaijão, demitiu 1.500 trabalhadores por falta de aço.
Uma das maiores empresas têxteis do Irã, a Borujerd, demitiu 700 funcionários.


