O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que qualquer tentativa dos Estados Unidos de tomar o controle da ilha seria recebida com “resistência implacável”. O pronunciamento ocorre após parte da ilha retomar a energia elétrica, que havia colapsado em todo o país.

Díaz-Canel criticou em post no X o que chamou de uso do “pretexto absurdo” da fraqueza econômica cubana para justificar ações externas.

“Só assim se explica a feroz guerra econômica, aplicada como punição coletiva a todo o povo”, disse.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trumpm provocou repetidamente a liderança comunista de Cuba com ameaças de intervenção.

Após sugerir na segunda-feira (16) que poderia fazer “o que quiser” com a ilha, Trump afirmou na terça (17): “Faremos algo com Cuba muito em breve.”

O secretário de Estado Marco Rubio reforçou a pressão: “Cuba precisa de novas pessoas no comando. A economia não funciona… Eles estão em grandes dificuldades e não sabem como resolver. É preciso gente nova no poder.”

Crise energética e impactos no dia a dia dos cubanos

A situação econômica em Cuba se agravou desde que os EUA bloquearam efetivamente o fornecimento de petróleo, deixando a envelhecida rede elétrica sem seu principal combustível.

Na segunda-feira, a primeira pane nacional deixou a maior parte da população, cerca de 10 milhões de pessoas, sem energia.

Moradores precisaram cozinhar com gás, tochas e velas. Escolas reduziram o horário de funcionamento e grandes eventos esportivos foram adiados. Acúmulo de lixo em bairros também foi registrado devido à falta de combustível para os caminhões de coleta.

Na tarde de terça-feira, a energia havia retornado a aproximadamente 55% dos consumidores na capital, Havana, e em algumas regiões do oeste e centro-leste da ilha.

Fonte CNN