A taxa oficial saltou de 6,18 bolívares por dólar na última segunda-feira para 7,85 bolívares hoje, com a moeda nacional se desvalorizando 21,07%.
O preço no mercado paralelo – referência em meio ao controle cambial em vigor desde 2003, ultrapassou ontem a barreira de 9 bolívares por dólar, recuando nas últimas horas, após uma “intervenção cambial”, como o Banco Central chama as injeções de divisas no mercado feitas pelo Estado para conter as taxas.
A aposentada Solaida Romero, 72, sentiu o golpe no bolso. “Está tudo muito caro. É para chorar”, lamentou.
Com injeções constantes de divisas nos bancos, o governo do presidente Nicolás Maduro havia mantido uma certa estabilidade nas taxas nos últimos meses, depois que o bolívar se desvalorizou 76% em 2021 e mais de 95% a cada ano entre 2018 e 2020.
Embora a Venezuela ainda sofra com uma das inflações mais altas do mundo, o crescimento dos preços havia desacelerado, em uma economia onde o dólar começou a circular livremente em 2019, depois de 15 anos.
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