Capital paulista é a quinta cidade a ter a tecnologia em funcionamento no país. Antes, Brasília, Belo Horizonte, João Pessoa e Porto Alegre implementaram a última geração da internet móvel em seus territórios.

A partir desta quinta, as prestadoras que adquiriram a faixa de 3,5 GHz na licitação do 5G, que ocorreu no fim do ano passado, já podem ativar as estações com a tecnologia.

Capital paulista é quinto município brasileiro a implementar nova geração da telefonia móvel – mais veloz e com menos latência que antecessoras

A partir desta quinta, as prestadoras que adquiriram a faixa de 3,5 GHz na licitação do 5G, que ocorreu no fim do ano passado, já podem ativar as estações com a tecnologia.

A Anatel disse que até esta terça-feira (2) recebeu 1.378 pedidos de licenciamento na faixa de 3,5 GHz no município paulista – quase o triplo do que foi considerado necessário inicialmente.

Este número de pedidos de licenciamento de estações para a ativação do 5G representa cerca de 30% do total de estações atualmente ativas (4.592). Com isso, o grupo Gaispi estimou a cobertura em 25% da área urbana de São Paulo.

A maior concentração de antenas está no Centro Histórico, na região da Avenida Paulista e no Itaim Bibi. Já os bairros da Aclimação, da Mooca e do Brás, por exemplo, terão cobertura menor no início do processo.

A decisão de aprovar a antecipação da liberação do uso da faixa de radiofrequências de 3.300 MHz a 3.700 MHz, também conhecida como faixa de 3,5 GHz, foi tomada nesta terça-feira (2), durante a 4ª Reunião Extraordinária do Gaispi.

As próximas cidades que devem receber o 5G são Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador e Goiânia, de acordo com a Anatel.

O 5G, ou a quinta geração da telefonia móvel, é a nova tecnologia de transporte de dados em rede envolvendo dispositivos móveis. Ela é a sucessora das gerações anteriores, o 4G, 3G, 2G e 1G.

Essas tecnologias funcionam através das chamadas “faixas”, que atuam como “avenidas” para a transmissão de dados, só que pelo ar. É por meio delas que o serviço será prestado. À CNN Brasil, o especialista em tecnologia Arthur Igreja explicou que o 5G permitirá novas conexões em uma pista “exclusiva” e com mais benefícios.

“Imagina uma faixa da estrada com veículos rápidos e veículos juntos. Ela seria nivelada por baixo. Agora, foi liberada essa ‘pista’ para veículos ultra-velozes com o 5G puro. Estamos falando de aparelhos que deverão ter antenas diferentes, além de antenas instaladas em diversos pontos da cidade, pavimentando essas rodovias”, destacou o especialista.

“Por conta dessas instalações, o 5G vai demorar para ser implementado no país todo. No começo, nós vamos experimentar muito o sentimento de ter que trocar de pista, pois o usuário pode estar em uma região da cidade que não tem a antena”, acrescentou.

Em algumas regiões do Brasil, o 5G já compartilha a faixa de transmissão com o 4G, mas isso faz com que ele não seja pleno. Isso mudou desde mês passado, quando Brasília anunciou a implementação do “5G puro”.

O 5G tem diferenças significativas para com o 4G e as outras tecnologias de internet móvel anteriores. Entre as principais delas estão a velocidade e baixa latência.

Fonte Internet