O 24º Festival Amazonas de Ópera (FAO) apresentou, na noite de ontem (30/04), a obra “O Caixeiro da Taverna”, no Teatro da Instalação (rua Frei José dos Inocentes, no Centro). A sátira de Guilherme Bernstein, baseada na peça homônima de Martins Pena e repleta de confusões, armações e reviravoltas, tem mais uma apresentação nesta segunda-feira (02/05), às 19h, com entrada gratuita.

“O Caixeiro da Taverna” é uma divertida comédia de costumes que retrata personagens típicos do Rio de Janeiro, no século XIX. De acordo com Guilherme Bernstein, a ópera é uma excelente porta de entrada para o público leigo, por se tratar de um tema brasileiro cantado em português, numa composição que transita entre o clássico e o contemporâneo.

De uma ideia muito simples, Martins Pena extrai excelente situação de palco e críticas a sua e a nossa sociedade brasileira, sempre permissiva para certos delitos, se quem os cometeu nos for simpático”, comenta o compositor.

Na regência da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo, que tem mais de 35 anos de atuação e trouxe a Manaus 15 músicos para participar do espetáculo, Guilherme Bernstein conta que a ópera já foi apresentada no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Nova Friburgo, Brasília e, agora, pela primeira vez, em Manaus.

“É muito importante essa troca, tem sido debatido, há muito tempo, essa necessidade de fazer essa parceria e poder consolidar no Festival Amazonas de Ópera. É bom para todo mundo”, destaca o regente. “O festival abriu portas para uma produção de Belém, agora, para o Espírito Santo, então, o Brasil tem que tirar o chapéu para o Festival Amazonas de Ópera. Para nós, é uma honra imensa”, enfatiza Bernstein.

Elenco – O protagonista da ópera, Lício Bruno, que interpreta o personagem Manoel Pacheco, conta que já participou de outras edições do Festival Amazonas de Ópera, no entanto, neste ano, levar uma comédia da belle époque é um diferencial.

 

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