A fonte afirmou que os Estados Unidos têm provas de que os agentes são treinados em guerra urbana e no uso de explosivos para realizar atos de sabotagem contra as próprias forças representando a Rússia.

A alegação combina com o que foi revelado pelo Ministério da Defesa da Ucrânia na sexta-feira. De acordo com a declaração do ministério, os serviços especiais russos estão preparando ações de provocação contra as próprias forças russas numa tentativa de culpar a Ucrânia.

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jaime Sullivan, também sugeriu o mesmo durante uma coletiva com repórteres na quinta-feira (13).

“Nossa comunidade de inteligência obteve informações agora apoiadas por outras fontes de que a Rússia está preparando o terreno para ter o pretexto para uma invasão”, afirmou Sullivan na quinta-feira.

“Vimos esse roteiro em 2014. Estão preparando novamente o mesmo roteiro e vamos ter, o governo terá, mais detalhes sobre o que vemos como potencial imposição de pretexto. E vamos compartilhar isso com a imprensa durante as próximas 24 horas”.

O Ministério da Defesa da Ucrânia declarou na sexta-feira que “as unidades militares do país agressor e seus satélites recebem ordens para se preparar para tais provocações”.

A conclusão dos serviços de informação dos EUA surge após uma semana de reuniões diplomáticas entre autoridades russas e ocidentais que trataram da concentração de dezenas de milhares de militares russos ao longo da fronteira da Ucrânia. Mas as conversações não conseguiram quaisquer avanços, já que a Rússia não se comprometeu a diminuir a pressão e os representantes norte-americanos e da OTAN disseram que as exigências de Moscou (incluindo que a OTAN nunca admita a Ucrânia na aliança) não eram viáveis.

Vários websites do governo da Ucrânia foram atingidos por um ciberataque na sexta-feira, o que foi considerado por autoridades europeias como um aumento ainda maior das tensões na região.

A autoridade norte-americana disse que o governo Biden acredita que a Rússia poderia estar preparando uma invasão à Ucrânia “que pode resultar em violações generalizadas dos direitos humanos e crimes de guerra caso a diplomacia não cumpra os seus objetivos”.

“Os militares russos iniciam as atividades de planejamento várias semanas antes de uma invasão militar, que poderia começar entre meados de janeiro e meados de fevereiro”, afirmou. “Vimos o mesmo roteiro em 2014 com a Crimeia”.

Na ocasião, agentes com poder de influência russos começarem a angariar apoio do seu povo para uma intervenção, disse a fonte. Para isso, eles enfatizaram as narrativas sobre a deterioração dos direitos humanos na Ucrânia e o aumento da militância dos líderes ucranianos.

 

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