A Nova Zelândia cancelou a última de suas restrições contra a Covid-19 na terça-feira (15), encerrando uma das políticas mais rígidas do mundo em relação à pandemia, já que o governo disse que o país sofreu uma taxa de mortalidade muito menor do que muitas outras nações.

A ministra da Saúde, Ayesha Verrall, disse que a nação insular estava encerrando sua última regra, de isolamento obrigatório de sete dias para aqueles que testarem positivo para o coronavírus, bem como máscaras obrigatórias em unidades de saúde a partir da meia-noite de terça-feira.

A Nova Zelândia era uma espécie de “garota-propaganda” de como as nações poderiam se defender com sucesso do coronavírus quando ele apareceu pela primeira vez em 2020, ordenando lockdowns antecipados e medidas rígidas nas fronteiras.

A estratégia inicial de Covid-zero reduziu significativamente o impacto do surto de coronavírus, poupando a Nova Zelândia das mortes generalizadas e dos sistemas de saúde sobrecarregados vistos em grande parte do mundo, inclusive nos Estados Unidos.

Mas também manteve a nação insular fechada internacionalmente e tornou-se cada vez mais impopular à medida que as regras se arrastavam e afetavam a economia.

“Tem sido um longo caminho, no entanto, graças a muito trabalho duro, a abordagem da Nova Zelândia para a Covid-19 passou de uma resposta de emergência para uma gestão sustentável de longo prazo”, disse Verrall em nota na segunda-feira (14).

Embora nossos números de casos continuem flutuando, não vimos os picos dramáticos que caracterizaram as taxas de Covid-19 no ano passado”, acrescentou a ministra da saúde.

A Covid pressionou consideravelmente menos o sistema de saúde neste inverno, a atual temporada da Nova Zelândia, com casos representando apenas 2,2% das internações hospitalares recentes, de acordo com o governo.

 

Fonte CNN