As autoridades recebem um chamado sobre o desaparecimento de uma embarcação. Em algumas horas, uma equipe é enviada aos locais. Nas horas e dias que se passam, chega o reforço de aviões da Força Aérea local, navios e equipamentos de alta tecnologia para localização dos desaparecidos, como sonares e drones marítimos. As atividades duram vários dias até que os destroços são encontrados.
Esse é um resumo das buscas pelos cinco ocupantes do submersível Titan, que desapareceu durante uma visita aos destroços do Titanic. Uma mobilização dessa grandeza raramente ocorre no Mar Mediterrâneo, que registrou no ano passado o maior número de imigrantes mortos dos últimos cinco anos.
Dados divulgados este mês pelo do Projeto de Migrantes Desaparecidos (MMP) da Organização Internacional para as Migrações (OIM) apontaram que 3.789 pessoas morreram tentando imigrar para países europeus, índice 11% superior ao registrado no ano anterior.
Trata-se do maior número de mortes desde 2017, quando 4.255 mortes foram registradas.
O Mediterrâneo é hoje palco da maior crise migratória do planeta, com dezenas de milhares de pessoas tentando cruzar as águas, a partir do Norte da África e Oriente Médio rumo à Europa em busca de trabalho, vida mais digna ou para fugir de guerras e conflitos armados. A região é responsável por mais da metade do total de 6.877 mortes registradas em todo o mundo pelo MMP.
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