Os manifestantes contrários ao governo do Sri Lanka anunciaram nesta quinta-feira (14) o fim da ocupação dos edifícios públicos, mas prometeram seguir pressionando para que o presidente – que fugiu do país renuncie diante da grave crise econômica e política.
Uma multidão invadiu no fim de semana o palácio presidencial, e o chefe de Estado, Gotabaya Rajapaksa, a fugir para as Maldivas na quarta-feira, no momento em que os ativistas entravam no escritório do primeiro-ministro, Ranil Wickremesinghe.
Nesta quinta-feira, o presidente do Sri Lanka deixou as Maldivas em um avião de uma companhia aérea saudita com destino a Singapura.
Rajapaksa prometeu que renunciaria na quarta-feira (13), mas ainda não fez nenhum anúncio formal, no momento em que o Sri Lanka vive a crise econômica e política mais grave de sua história.
Após meses de protestos, os manifestantes invadiram no sábado a residência oficial do presidente e o obrigaram a fugir do país. Nos dias seguintes, o gabinete do primeiro-ministro, Ranil Wickremesinghe, também foi invadido.
O premiê, que foi nomeado pelo presidente como chefe de Estado interino em sua ausência, pediu a saída dos manifestantes dos prédios públicos e determinou às forças de segurança a fazer o “necessário para restabelecer a ordem”.
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