O presidente do Equador, Guillermo Lasso, sobreviveu a uma tentativa de parlamentares da oposição de derrubá-lo nesta terça-feira (28), depois de insistir que seu governo não negociará mais com líder indígena para encerrar mais de duas semanas de protestos.

Os protestos foram associados a oito mortes, contribuíram com a escassez de alimentos e medicamentos e a redução da produção de petróleo.

“Não voltaremos a dialogar com Leônidas Iza, que defende apenas seus interesses políticos e não os de sua base”, disse Lasso, referindo-se ao líder indígena. “Para nossos irmãos indígenas: vocês merecem mais do que um líder oportunista.”

Manifestantes, em sua maioria indígenas, protestam contra os altos preços dos combustíveis e alimentos desde 13 de junho, e pelo menos oito pessoas morreram em conexão com as manifestações.

Os bloqueios nas estradas realizados pelos manifestantes contribuíram com a escassez de alimentos nos supermercados e suprimentos médicos nos hospitais.

Na segunda-feira, a produção total de petróleo do Equador estava em 234.496 barris por dia (bpd), menos da metade da produção de cerca de 520.000 bpd vista antes dos protestos.

 

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