A velocidade com que mudanças geopolíticas fora do Ocidente estão ocorrendo é impressionante. Isso é verdade em todo o mundo, mas é particularmente gritante na América Latina: um presidente americano convoca uma cúpula e ninguém quer ir – algo que teria sido inimaginável há pouco tempo.

Para os EUA, a Cúpula das Américas foi um doloroso revés. Mas nós, na Europa, deveríamos ver isso como um sinal de alerta: já que logo poderemos estar em uma situação semelhante.

Pois, assim como os EUA, nós também oferecemos pouco para a América Latina. Não temos novas propostas ou projetos conjuntos sobre as questões mais urgentes para a região – migração, comércio, pobreza crescente e criminalidade. Além disso, os latino-americanos notaram que a Europa, assim como os EUA, pouco ajudou a região com o fornecimento de vacinas durante a pandemia, em contraste com Moscou e Pequim.

Governos da América Latina experimentam atualmente uma apreciação geopolítica devido à crise da Ucrânia. Matérias-primas estão se tornando mais importantes, os alimentos ficam mais escassos, o preço da energia está subindo. Além disso, a transição energética global favorece a América do Sul.

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