ano de 2021 pode ser dividido em duas partes para a bolsa de valores brasileira. Na primeira, o desempenho do principal índice da B3, o Ibovespa, foi de forte recuperação, com o índice chegando aos inéditos 130 mil pontos. Depois, veio uma forte queda, que jogou o índice e volta ao patamar dos 100 mil pontos.

Internamente, a combinação de um ano eleitoral com a continuidade da crise econômica, com inflação e juros altos, pesam negativamente para o desempenho da bolsa. Já no exterior, movimentações na política monetária nos Estados Unidos também podem reduzir os fluxos de investimentos em ações brasileiras.

Por outro lado, o Brasil continua um processo de reabertura da economia, e especialistas apontam para um potencial de valorização das ações, com alguns setores melhor posicionados para o cenário do próximo ano.

Em 2021, a bolsa foi ainda mais volátil que em 2020, destaca Alexandre Sabanai, portfolio manager da Perfin Investimentos. No ano passado, as ações tiverem uma queda generalizada com a incerteza da pandemia, mas depois começaram a se recuperar.

Já neste ano, o Ibovespa começou com cerca de 120 mil pontos e seguiu o resto do ano entre altos e baixos.

A nova onda de infecções, em março, reverteu o movimento de recuperação, mas ele retornou com “euforia” a partir de abril, conforme os casos e mortes reduziram e a vacinação avançou. Em junho, o Ibovespa chegou ao maior nível da história, com 130 mil pontos.

 

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