A alta de juros de diferentes modalidades de crédito para pessoas jurídicas foi disseminada em julho, mantendo uma tendência que vinha sendo observada há alguns meses. Essa evolução, como observou o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central (BC), Fernando Rocha, está “em linha com as decisões de política monetária de aumento da Selic”. As estatísticas monetárias e de crédito divulgadas pelo BC mostram, porém, que os juros médios subiram pela primeira vez em três meses em julho, quando ficaram em 20,5%, ante 20,0% em junho.
A alta generalizada é apontada como consequência do aumento dos custos de captação dos bancos e dos spreads bancários, como consequência do aperto monetário decidido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. A taxa básica Selic, que estava em 2,0% em janeiro, vem sendo elevada em sucessivas reuniões do Copom e hoje está em 5,25% ao ano. O objetivo é conter a aceleração da inflação, que no acumulado de 12 meses alcançou 9,30% em agosto (medida pelo IPCA-15 do IBGE).
Altas mais expressivas dos juros do sistema financeiro foram identificadas nas operações com taxas livremente definidas pelo mercado, consideradas as mais sensíveis às variações da Selic. Os juros médios das operações livres subiram de 28,4% para 28,9% ao ano entre junho e julho; o custo do crédito direcionado, de sua parte, passou de 7,3% para 7,4%.
Fonte Internet



