Os Estados Unidos e a Arábia Saudita atacaram, nesta quarta-feira (29), grupos armados xiitas apoiados pelo Irã no Iraque, que, segundo os aliados, foram responsáveis ​​por ataques com drones contra instalações petrolíferas sauditas.

Os ataques colocaram em evidência as milícias que detêm enorme poder político e militar no Iraque.

As FMP (Forças de Mobilização Popular), ligadas ao Irã, que alegam ter sido alvo dos ataques aéreos conjuntos, fazem parte de um aparato de segurança iraquiano formado há mais de uma década para combater o Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

Os Estados Unidos e a Arábia Saudita atacaram, nesta quarta-feira (29), grupos armados xiitas apoiados pelo Irã no Iraque, que, segundo os aliados, foram responsáveis ​​por ataques com drones contra instalações petrolíferas sauditas.

Os ataques colocaram em evidência as milícias que detêm enorme poder político e militar no Iraque.

As FMP (Forças de Mobilização Popular), ligadas ao Irã, que alegam ter sido alvo dos ataques aéreos conjuntos, fazem parte de um aparato de segurança iraquiano formado há mais de uma década para combater o Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

Os grupos xiitas surgiram à medida que Teerã se consolidava na política e na segurança iraquianas após a invasão do Iraque liderada por Washington, que derrubou o presidente Saddam Hussein em 2003.

As milícias, com apoio financeiro e militar iraniano, tornaram-se forças formidáveis, capazes de rivalizar com o Exército nacional em poder de fogo.

Elas também estão profundamente enraizadas no tecido político, econômico e social do Iraque, construindo redes de negócios e conquistando assentos no Parlamento e no governo.

Esses grupos fazem parte da Resistência Islâmica no Iraque, um grupo guarda-chuva de cerca de dez facções armadas xiitas radicais que, juntas, comandam cerca de 50 mil combatentes e arsenais que incluem mísseis de longo alcance e armas antiaéreas, de acordo com dois oficiais de segurança que monitoram as atividades das milícias.

O grupo da Resistência, um pilar fundamental da rede de forças regionais apoiadas pelo Irã, afirmou ter realizado dezenas de ataques com mísseis e drones contra Israel e forças americanas no Iraque e na Síria desde o início da guerra em Gaza, em 2023.

O governo iraquiano, liderado por xiitas e um dos poucos no mundo a manter laços militares e diplomáticos estreitos tanto com o Irã quanto com os Estados Unidos, convocou uma reunião de emergência.

Washington há muito tempo pressiona o governo de Bagdá a reprimir os paramilitares apoiados pelo Irã, mas as tentativas anteriores nesse sentido provocaram agitação interna.