O aspecto mais surpreendente da quarta acusação criminal do ex-presidente norte-americano Donald Trump não é a escala de uma suposta conspiração multifacetada para roubar os votos do estado da Geórgia nas eleições de 2020 de seu legítimo vencedor.

É que Trump, acusado de ser o chefão do esquema para derrubar a vitória de Joe Biden, pode, em 17 meses, estar erguendo a mão direita como o 47º presidente e jurando preservar, proteger e defender a Constituição que ele foi acusado de conspirar para destruir.

A grave crise política criada pelo governo aberrante de Trump e os esforços subsequentes para responsabilizá-lo se aprofundaram significativamente pouco antes da meia-noite com a abertura de mais uma acusação contra ele feita por um grande júri no estado crítico da Geórgia.

As acusações neste caso, que elevam para 91 o número total de acusações criminais que ele enfrenta em quatro casos separados, intensificaram uma colisão já histórica entre o agora extremo pântano legal que Trump enfrenta e a eleição de 2024, na qual ele é o favorito para ser indicado pelos republicanos.

O texto de 98 páginas inclui 41 acusações que traçam com detalhes impressionantes uma suposta conspiração para pressionar autoridades locais, fazer declarações falsas sobre fraude eleitoral para legislaturas estaduais, assediar trabalhadores eleitorais e requisitar funcionários do Departamento de Justiça e o então vice-presidente Mike Pence.

Ele também alega uma tentativa de violação ilegal de equipamentos eleitorais na Geórgia e em outros lugares e inclui uma lista de ações de Trump e associados que diz serem todas tentativas de promover a conspiração.

Fonte CNN