O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou na sexta-feira (30) o relatório de Revisão Pós-Ação do Afeganistão, que revelou que as decisões dos governos Trump e Biden de retirar todas as tropas americanas do país do Oriente Médio tiveram consequências prejudiciais.
O documento detalha as deficiências condenatórias do atual governo que levaram à mortal e caótica retirada dos EUA, depois de quase duas décadas na região.
As decisões do presidente (Donald) Trump e do presidente (Joe) Biden de encerrar a missão militar dos EUA no Afeganistão tiveram sérias consequências para a viabilidade do governo afegão e sua segurança”, disse o relatório.
“Essas decisões estão além do escopo desta revisão, mas a equipe AAR [Revisão Pós-Ação, na sigla em inglês] descobriu que durante ambas as administrações houve consideração insuficiente de nível sênior dos piores cenários e a rapidez com que eles poderiam acontecer”, afirmou.
O relatório foi divulgado publicamente mais de um ano após a conclusão da revisão de 90 dias da evacuação e inclui descobertas sobre as tumultuadas semanas finais da presença dos Estados Unidos no Afeganistão, bem como uma série de recomendações para melhorias no futuro.
Um alto funcionário do Departamento de Estado não explicou por que demorou tanto para o documento ser publicado, nem por que foi divulgado antes de um fim de semana de feriado no país, dizendo que não discutiriam questões relacionadas ao “processo”.
Questionado sobre o documento e se admitia que houve “erros durante a retirada”, Biden observou que havia jurado que a Al-Qaeda “não estaria lá”.
“Eu disse que obteríamos ajuda do Talibã”, destacou o presidente em resposta à pergunta gritada após comentários feitos na Casa Branca. “Eu tinha razão”, pontuou.
Uma avaliação da Inteligência dos EUA em agosto passado descobriu que a Al-Qaeda não havia se reconstituído no Afeganistão após a retirada americana.
A saída frenética do governo Biden após 20 anos de envolvimento dos Estados Unidos está sob imenso escrutínio de legisladores predominantemente republicanos.
No entanto, as acusações sobre quem foi o responsável pelas caóticas semanas finais recaíram amplamente nas linhas partidárias, com os republicanos apontando o dedo para o governo Biden e os democratas, incluindo a Casa Branca, culpando o governo Trump pelo acordo que colocou a retirada ação.
Fonte CNN


