Enfermeiros no Reino Unido atingiram o ponto de ruptura.
Cerca de 100 mil membros do Royal College of Nursing caminharão pela Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte na quinta-feira (15), no primeiro dos dois dias de greves deste mês, para protestar contra salários e condições de trabalho ruins.
Eles planejam sair novamente em 20 de dezembro. (As enfermeiras na Escócia estão negociando uma oferta de pagamento separada.)
É a primeira vez em seus 106 anos de história que o RCN – o maior sindicato de enfermagem do Reino Unido – entra em greve na Inglaterra. A ação foi desencadeada por uma crise de custo de vida que reduziu o poder de compra dos enfermeiros quase três anos após o início de uma pandemia que levou muitos a seus limites.
“É algo sem precedentes”, disse Billy Palmer, membro sênior da Nuffield Trust, uma empresa de pesquisa em saúde, à CNN. Embora pequenos bolsões de pessoal de enfermagem tenham saído antes, o Serviço Nacional de Saúde do país não viu “nada dessa escala até agora”, acrescentou.
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