A Rússia afirmou neste sábado  (29) que a implantação acelerada de armas nucleares táticas modernizadas B61 dos Estados Unidos em bases da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Europa reduziria o “sarrafo nuclear” e que a Rússia levaria a medida em consideração no seu planejamento militar.

A Rússia tem cerca de 2.000 armas táticas nucleares em funcionamento, enquanto os EUA têm cerca de 200 armas como essas, metade das quais estão em bases em países como Itália, Alemanha, Turquia, Bélgica e Holanda.

Em meio à crise na Ucrânia, o site “Politico” publicou em 26 de outubro que os EUA disseram em reunião fechada da Otan neste mês que acelerariam a implantação da versão modernizada do B61, o B61-12, com novas armas chegando às bases europeias em dezembro, muitos meses antes do que o planejado.

Não podemos ignorar os planos de modernizar armas nucleares, aquelas bombas de queda livre que estão na Europa”, disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Gurshko, à agência de notícias estatal “RIA”.

A bomba de gravidade B61-12, de cerca de 3,5 metros de altura, carrega uma ogiva nuclear de menor rendimento que muitas versões anteriores, mas é mais precisa e pode penetrar o solo, segundo uma pesquisa da Federação de Cientistas Norte-Americanos publicada em 2014.

“Os EUA as estão modernizando, aumentando sua precisão e reduzindo o poder da carga nuclear, ou seja, eles transformam essas armas em ‘armas de campo de batalha’, reduzindo assim o sarrafo nuclear”, disse Grushko.

O Pentágono afirmou que não discutiria os detalhes do arsenal nuclear dos EUA e que a premissa do artigo do “Politico” estava errada, porque os EUA planejavam há muito tempo a modernização das suas armas nucleares B61.

 

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