No segundo dia de lockdown após a descoberta de casos de Covid-19 na metrópole chinesa de Chengdu, a população continua a correr aos supermercados para garantir suprimentos. A cidade, de 21 milhões de habitantes, está paralisada desde a detecção de ao menos 900 casos do coronavírus a partir de meados de agosto.

As prateleiras dos supermercados foram esvaziadas esta semana pelos moradores da cidade, que temem uma repetição do longo confinamento enfrentado este ano por Xangai. Os habitantes de Chengdou, um importante centro econômico no sudoeste da China, se preparam para um período indeterminado de restrições.

Vídeos verificados pela AFP confirmaram a falta de produtos nos supermercados. Um morador, que pediu anonimato, afirmou à AFP que “todos estão estocando produtos desesperadamente”, dada a experiência em Xangai, onde houve escassez de mercadorias durante o confinamento obrigatório.

De acordo com as diretrizes estabelecidas na cidade, uma pessoa de cada família poderá sair uma vez por dia para fazer compras e obter produtos essenciais. Essa pessoa terá que apresentar um teste negativo para covid de no máximo 24 horas, segundo fontes oficiais.

O resultado é que, nesta sexta, os moradores de Chengdu esperavam muito tempo para realizar os exames obrigatórios.

O objetivo, conforme as fontes, é que todos os moradores serão submetidos a testes entre quinta-feira e domingo. O governo pediu que as pessoas não deixem a cidade, exceto em casos “absolutamente necessários”.

A China é a última grande economia a aplicar a política de “covid zero”, combatendo o vírus por meio de bloqueios e testes em massa, além de longas quarentenas.

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