O galope da inflação, que atingiu 1,73% na prévia de abril, puxada especialmente por combustíveis e alimentos, tem levado um número crescente de brasileiros a cortar as quantidades compradas desses itens para encaixar as compras no orçamento e manter ao menos o básico no prato.

Esse freio nas compras foi sentido pelo feirante Sinval Rodrigues de Oliveira Júnior que só vende tomate. “Reduzimos bastante os volumes comprados na Ceagesp, pois o pessoal não leva mais um quilo, leva meio.”

Ele diz que comprava 40 caixas de tomate e agora só carrega 20 caixas. O preço da caixa no atacado chega a R$ 150 e no varejo o quilo sai por R$ 17. O motivo dos preços elevados do tomate, segundo o feirante, é a entressafra do produto e a elevação dos custos dos fertilizantes, que dispararam depois da eclosão da guerra entre Ucrânia e Rússia.

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