A safra de café do Brasil em 2022 deverá superar as expectativas iniciais, após chuvas em momentos importantes no desenvolvimento dos cafezais, avaliou hoje (6) o presidente da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), o que deve trazer alívio ao setor após um longo período de restrição da oferta e alta de custo.
Segundo Ricardo Silveira, falava-se que a safra de 2022 no maior produtor e exportador global não chegaria a 50 milhões de sacas de 60 kg. Mas agora, a poucas semanas do início da colheita, várias instituições e analistas indicam produção de mais de 60 milhões de sacas, comentou ele.
“A expectativa do mercado foi desfeita, e isso resulta em preço. O café não alavancou como muitos imaginavam, o preço caiu razoavelmente, as chuvas ajudaram em muito, tivemos chuvas na hora certa, no momento exato, o que beneficiou muito as lavouras”, disse Silveira a jornalistas, em teleconferência.
Os preços do café na bolsa de Nova York atingiram os maiores níveis em mais de dez anos em fevereiro, perto de 2,60 dólares por libra-peso, mas recuaram cerca de 12% desde então. No mercado interno, os valores caíram cerca de 20% ante as máximas do ano, com o arábica cotado em São Paulo a cerca de R$ 1250 por saca, segundo acompanhamento do Cepea.
Ele disse que o Brasil terá uma safra “bem razoável” e citou a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), que projetou em janeiro a colheita brasileira em 2022 em 55,7 milhões de sacas de 60 kg, um acréscimo de 16,8% em relação ao ano passado.
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