A safra de soja do Brasil 2021/22 sofreu novos cortes em decorrência da continuidade da estiagem no Sul em janeiro, disseram consultorias AgRural e AgResource , e chuvas agora preocupam o andamento da colheita no Centro-Oeste, afirmaram especialistas.

Um patamar de produção no país abaixo de 130 milhões de toneladas, visto pelas duas consultorias, será o foco de precificação do mercado, que tem tendência de alta devido ao encolhimento da safra no maior produtor e exportador global da oleaginosa, acrescentou a AgResource Brasil, da empresa norte-americana AgResource Company.

A AgRural, por sua vez, alertou sobre preocupações relacionadas ao impacto de chuvas para o ritmo da colheita, que atingiu cerca de 10% até a semana passada. A umidade excessiva, aliás, já retardou “um pouco” a chegada da soja da safra nova aos portos de exportação neste mês.

Enquanto o Sul sofre com chuvas irregulares ou a ausência delas, as precipitações no Centro-Oeste evitaram que a colheita estivesse mais avançada após um plantio antecipado.

Novas chuvas previstas para esta semana indicam dificuldades para produtores tirarem a soja dos campos, especialmente para a região central do país.

“As chuvas da primeira quinzena de janeiro dificultaram o ‘start’ da colheita em Mato Grosso, que ganharam ritmo apenas nas últimas duas semanas. Na semana passada, de olho na previsão de chuva para essa semana, quem tinha soja pronta acelerou ao máximo os trabalhos para tirar antes das chuvas”, disse o analista Adriano Gomes, da AgRural.

Segundo ele, se as pancadas de chuvas ocorrerem de modo irregular, com intervalos de tempo aberto, “não deve haver maiores problemas para a colheita”.

Mas a tendência é de chuvas intermitentes sobre importantes áreas produtoras, segundo a Rural Clima.

 

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