Dezenas de manifestantes foram mortos pela polícia, e mais de 1.000 ficaram feridos no Cazaquistão – anunciaram as autoridades locais nesta quinta-feira (6), no mesmo dia que a Rússia e seus aliados enviaram tropas para enfrentar os violentos distúrbios no país.
A onda de indignação começou no domingo (2) em zonas provinciais, devido ao aumento do preço do gás. O movimento se espalhou para a maior cidade do país, Almaty, onde se transformou em revolta, com manifestantes invadindo prédios do governo e, brevemente, o aeroporto, em meio a saques.
Diante do caos, a vizinha Rússia e seus aliados da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC) anunciaram, nesta quinta-feira (6), o envio do primeiro contingente de uma “força coletiva de manutenção da paz” para o Cazaquistão, a pedido do governo autoritário deste último.
Composto por tropas russas, bielorrussas, armênias, tadjiques e quirguizes, o contingente terá a missão de “proteger as instalações militares e estatais” e “ajudar as forças de ordem cazaques a estabilizar a situação e restabelecer o Estado de direito”.
Até o momento, o presidente cazaque, Kassym Jomart Tokayev, não conseguiu apaziguar os protestos, apesar das concessões sobre os preços do gás, da renúncia do governo e da introdução do estado de emergência e do toque de recolher noturno no país.
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