CONHEÇA MANAUS

CONHEÇA MANAUS2016-06-21T22:09:38-03:00
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História de Manaus

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O início da Ocupação

img_teatroamazonasAntes de os europeus chegarem à Amazônia, no século XVI, os povos indígenas que habitavam a região eram numerosos, divididos em diferentes nações, com línguas e costumes próprios. Basicamente, dedicavam-se à pesca e à cultura da mandioca e promoviam um intenso comércio intertribal. Moravam em habitações amplas e arejadas, feitas de troncos de árvores e cobertas de palha.
Dentre os povos que habitavam o Rio Negro, três se destacavam pela valentia e heroísmo ante os conquistadores: os Manáos, os Barés e os Tarumãs. Os Manáo, que constituíam o grupo étnico mais importante da área, habitavam as duas margens do Rio Negro, com população estimada em cerca de 10 mil índios no Século XVII, número avaliado após os primeiros violentos choques travados com os portugueses. É nesse contexto que tem início a história da Cidade de Manaus. Francisco Orellana foi o primeiro viajante a passar pela foz do Rio Negro, em 1542. Entretanto, só em 1639, é que a Expedição de Pedro Teixeira toma posse do Rio Amazonas em toda sua extensão. Trinta anos depois, em 1669, o governador-geral do Pará ordena a construção da Fortaleza de São José do Rio Negro – um ponto militar para resguardar o rio dos invasores holandeses e espanhóis, inimigos da Coroa Portuguesa.

Como tudo Começou

A história de Manaus começa em torno da Fortaleza de São José do Rio Negro, construída, possivelmente em 1669, obra de Francisco da Motta Falcão, para assegurar o domínio da coroa portuguesa na região. Ao redor do forte é constituído um povoado que recebeu o nome de São José da Barra do Rio Negro (Lugar da Barra), onde hoje se encontra a Cidade de Manaus.
Os anos 1700 são marcados pela política portuguesa de dominação das populações primitivas, que resultou no extermínio de cerca de 2 milhões de índios, só na região do Rio Negro. Os portugueses, impetuosos, queriam garantir a hegemonia do tráfego de sua estrada real – o Rio Amazonas – um caminho acessível a grandes riquezas. Os Manáo, liderados por Ajuricaba resistem à invasão de seu território. Segundo a lenda, Ajuricaba, considerado símbolo de resistência, luta e coragem, suicidou-se jogando-se ao Rio Negro, acorrentado, preferindo a morte ao jugo português. Após mais de um século de fundação, o Lugar da Barra ainda era constituído por algumas casas de palha, madeira e taipa, protegidas pelo Forte da Barra, com uma população de 220 índios, 34 brancos e dois negros escravos, conforme levantamento feito pelo ouvidor Sampaio, em 1778. Havia, ainda, a capela de Nossa Senhora da Conceição, muito simples, feita de palha e chão batido.

No coração da selva surge uma Cidade

img_heliodorobalbiOs anos de 1800 se iniciam com a transferência definitiva da sede da Capitania de São José do Rio Negro (Amazonas), de Mariuá (Barcelos), para o Lugar da Barra (Manaus), em 1804. Quase trinta anos depois, em 1832, com a criação da Comarca do Alto Amazonas, o Lugar da Barra é elevado à categoria de vila, com o nome de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Rio Negro. A vila não passava de uma aldeia rural, imprensada entre o igarapé de São Raimundo e o Largo dos Remédios.

Em 1848, a Vila da barra é elevada à Categoria de Cidade, ainda com o nome de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Rio Negro. Com a elevação do Amazonas à Categoria de Província, em 1850, a Cidade da Barra, capital da nova Província, começa a mudar de feição. Dados da época indicam a existência de uma praça, dezesseis ruas, 243 casas e cerca de três mil habitantes. O progresso começa a chegar a partir da implantação da navegação comercial a vapor, inicialmente restrito a navios brasileiros e das repúblicas vizinhas. O marco desse processo foi a viagem do vapor Marajó, de propriedade da Companhia de Navegação do Amazonas (do Barão de Mauá), em 1º de janeiro de 1853. Tratava-se de uma linha regular entre a cidade da Barra e Belém que durava apenas 10 dias. Os horizontes se expandem com a abertura do rio Amazonas à navegação internacional (Dec. 3.749, de 7/12/1866, de D. Pedro II). Em 1874 chega a Manaus o navio Mallard, iniciando o ciclo de navegação Manaus-portos da Europa, impulsionando a riqueza da borracha.
Em 1856, a cidade passa a se chamar Manáos, por iniciativa do Deputado José Ignácio Ribeiro do Carmo, em homenagem à nação indígena dos Manáo (Mãe dos Deuses), o mais importante grupo étnico habitante da região, reconhecido historicamente pela sua coragem e valentia. A vida econômica da região começa a prosperar com a exportação de castanha, cumaru, cacau, guaraná, urucum, couro e o látex da seringueira (Hevea brasiliensis). Nessa época, a borracha natural ainda era utilizada apenas na fabricação de sondas, brinquedos e artefatos.

O advento da vulcanização coincide com a descoberta dos grandes seringais nativos no Rio Purus. Manáos passa a ter um liceu, um jornal impresso, um mercado público. A cidade cresce, lentamente, impulsionada pelo desenvolvimento do comércio extrativista da região e começa a experimentar anos de prosperidade, acentuadamente após 1888, quando Dunlop, utilizando a borracha, descobre o pneumático para bicicletas, mais tarde aplicado nos automóveis pelos irmãos Michelin.

O período áureo da borracha

img_alfandegaNo Rio de Janeiro é proclamada a República Federativa do Brasil, em 15 de novembro de 1889, extinguindo-se o Império. A Província do Amazonas passa a ser Estado do Amazonas, tendo como capital a Cidade de Manáos. A borracha, matéria-prima das indústrias mundiais, é cada vez mais requisitada e o Amazonas, como principal produtor, orienta sua economia para atender à crescente demanda de mercado. Intensifica-se o processo de migração para Manaus de nordestinos e brasileiros de outras regiões, ingleses, franceses, judeus, gregos, portugueses, italianos e espanhóis.
Começam a chegar à cidade migrantes do Nordeste do país e estrangeiros, gerando um crescimento demográfico que obriga a Cidade a passar por mudanças significativas.
Em 1892, inicia-se o governo de Eduardo Ribeiro, que tem um papel importante na transformação da cidade, através da elaboração e execução de um plano para coordenar o seu crescimento. Esse período (1890-1910) é conhecido como fase áurea da borracha. A cidade ganha o serviço de transporte coletivo de bondes elétricos, telefonia, eletricidade e água encanada, além de um porto flutuante, que passa a receber navios dos mais variados calados e de diversas bandeiras. A metrópole da borracha inicia os anos de 1900 com uma população em torno de 20 mil habitantes, com ruas retas e longas, calçadas com granito e pedras de liós importadas de Portugal, praças e jardins bem cuidados, belas fontes e monumentos, um teatro suntuoso, hotéis, cassinos, estabelecimentos bancários, palacetes e todos os requintes de uma cidade moderna.

A fim de um ciclo de fausto e riqueza

Em 1910, Manáos ainda vive a euforia dos preços altos da borracha, quando é surpreendida pela fortíssima concorrência da borracha natural, plantada e extraída dos seringais da Ásia, que invade vertiginosamente os mercados internacionais.

É o fim do domínio da exportação do produto dos seringais naturais da Amazônia (quase que exclusivamente gerada no Amazonas), deflagrando o início de uma lenta agonia econômica para a região.

O desempenho do comércio manauara torna-se crítico e as importações de artigos de luxo e supérfluos caem vertiginosamente. Manáos, abandonada por aqueles que podiam partir, mergulha em profundo marasmo. Os edifícios e os diferentes serviços públicos entram em estado de abandono.

Nota: imagens históricas restauradas e editadas digitalmente pelo fotógrafo e designer Jorge Herrán.

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